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Sistema de Transporte Coletivo de Curitiba

Muito antes do mundo se preocupar com o aquecimento global, Curitiba já tinha sido planejada para reduzir as emissões de carbono oferecendo às pessoas um sistema de transporte a um só tempo confortável, rápido, eficiente e econômico: o ônibus.

A implantação do Sistema de Transporte Coletivo começou no início dos anos 1970, quando os Eixos Norte e Sul receberam canaletas exclusivas para o Ônibus Expresso, especialmente projetado para o Sistema, que começou a rodar em 1974.

As ruas paralelas, à esquerda e à direita dos Eixos, converteram-se em Vias de Tráfego Rápido, com mão única em sentidos opostos (Centro-Bairro e Bairro-Centro). E, ladeando as canaletas, também com mão única em sentidos diferentes, as Vias de Tráfego Lento.

Terminais de integração para receber os Ônibus alimentadores dos bairros mais distantes completaram a integração do sistema.

Por toda extensão dos Eixos do Expresso, perto das moradias, surgiram lojas de comércio e serviços que, antes, só se encontravam no centro da cidade. Solucionavam-se, enfim, vários problemas de uma só vez.

Menos automóveis nas ruas, trânsito mais organizado, menos poluição. Mais conforto, mais rapidez e mais economia para o usuário. Aos poucos, os curitibanos descobriam que era bom morar perto do caminho dos ônibus. Com uma direção definida, a cidade cresceu ao longo dos Eixos do Sistema de Transporte Coletivo.

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O sistema não para de evoluir. O ônibus expresso deu lugar, primeiro, aos articulados; depois, aos biarticulados. Hoje, 160 desses ônibus gigantes, cada um com capacidade para transportar 230 passageiros, trafegam nos 72 quilômetros de canaletas exclusivas dos cinco grandes corredores da cidade.

O sistema foi complementado por novas linhas de alimentadores e cinco linhas interbairros circulares, que permitem o deslocamento de um bairro a outro, sem passagem pelo centro. Além de linhas diretas, que proporcionam viagens mais rápidas e eficientes.

Estações-tubo aumentaram mais ainda a velocidade do sistema, permitindo o pré pagamento da tarifa e o embarque dos passageiros em nível.

Outra característica fundamental do transporte curitibano é a tarifa integrada. Pagando apenas uma passagem, o cidadão pode compor seu próprio percurso, deslocando-se por toda a cidade.

Diversos serviços públicos foram descentralizados e passaram a funcionar nas Ruas da Cidadania, ao lado dos terminais. Serviços de toda espécie e atividades comerciais espalharam-se pela cidade inteira ao longo dos eixos estruturais. A necessidade de deslocamentos ao centro da cidade caiu.

Hoje, 45% da população da cidade usa o transporte coletivo. Mas 70% das pessoas que utilizam ônibus não vão para a região central. Viagens mais curtas e deslocamentos a pé, menos carbono na atmosfera.

Atualmente, o sistema está integrado com 13 municípios da Região Metropolitana. Ao todo, cerca de 2 milhões e 300 mil passageiros utilizam todos os dias os quase 2 mil ônibus que percorrem 480 mil quilômetros a cada 24 horas.

É notável o cuidado com que a Prefeitura zela pela eficiência do sistema, com os olhos voltados para o meio ambiente. A idade média da frota é de pouco mais de 6 anos. Ônibus novos, mais conforto para os passageiros, menos poluição.

Aliás, o controle das emissões de carbono é feito por meio de medições diárias. A avaliação, realizada há mais de 20 anos, já resultou em uma redução de 11% ao ano na emissão de gases poluentes.

No momento, o Sistema passa por melhorias como o desalinhamento das estações de embarque em nível, que possibilita a ultrapassagem e amplia a capacidade de uso das canaletas.

Com a conclusão da rodovia de contorno que absorveu o tráfego pesado de uma antiga rodovia federal que atravessa a Cidade, Curitiba ganhou uma nova via urbana, que é também o seu sexto Eixo de desenvolvimento. É a Linha Verde, que incorpora os mesmos conceitos do planejamento urbano da cidade, iniciado em 1970:

  • Rigor na aplicação das leis que regem a ocupação e o uso do solo.
  • Definição clara do sistema viário e integração harmoniosa das funções urbanas.
  • Prioridade ao transporte coletivo com a oferta de um sistema confortável, rápido e eficiente.

É assim que funciona o planejamento em Curitiba: a serviço do desenvolvimento econômico e social da cidade e da conservação do seu meio ambiente.

Evolução da rede integrada de transporte (1974/1995)

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